sexta-feira, maio 29, 2009

COTAS: JUSTIÇA SOCIAL E HISTÓRICA


Vem gerando polêmica em alguns setores da sociedade, da direita, passando ao centro, indo á esquerda, o Projeto de Lei que se encontra no Congresso Nacional que define um sistema de cotas para afro descendentes.

Á defesas contrarias apaixonadas, ríspidas e beirando ao preconceito, de raça e social. Bem como a algumas ponderações, até que sérias, que afirmam ser as cotas um instrumento que deveria contemplar os excluídos de cidadania ou seja os pobres em geral.

A primeira não vou nem discutir, porque esta motivada, por um sentimento segregacionista e de profunda violência a negros e pobres. A segunda, pode ter sua lógica e até um certo que de razão.


No entanto em um País onde os Afro Descendentes, de acordo com dados do IBGE, representam metade da população, e o mesmo Instituto afirma que 70% dos que estão abaixo da linha da pobreza, são da raça negra, é preciso considerar as cotas.


Alem disto, 300 anos de escravidão e de uma liberdade sem justiça social, precisa ser paga, não pelos pobres de outras raças ou cores, mas pelas elites, que no passado foram escravagistas e hoje buscam concentrar renda explorando os pobres e excluídos desta terra.

Interessante que, todas as vezes que se fala em políticas públicas, para pobres e setores marginalizados, a uma grita de um setor, que sempre foi privilegiado pelo Estado e dele se beneficia, até se regalar. Se as cotas podem não ser uma solução definitiva de inclusão e de combate ao racismo, mas busca fazer justiça social e Histórica.

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